domingo, 24 de setembro de 2017

É bom

Como é bom chorar se sentindo feliz ao conversar com alguém!
Como é bom!
O bom dia, o como você está, o está fazendo o que agora,  o quero te ver!
Fico pensando, com um certo receio, que isso pode ser pela distância, que talvez pessoalmente não seja isso. Só que eu nunca tive algo assim, algo tão longe e com uma vontade enorme de ser perto, de querer do lado, de querer fazer carinho até dormir, de me aninhar nos braços.
Eu tou aqui chorando!
Sou muito boba mesmo!

sábado, 23 de setembro de 2017

O medo e o novo

Estou com medo
Medo de gostar de alguém
Medo de pensar em amar alguém
Medo
Mas não mais de mim
Quando achava que o erro era eu
Tou com medo do mundo
De apostar em alguém
De me importar com alguém que não se importe tanto comigo
E eu não posso ter esse medo
E não posso tampouco achar que tudo será sempre conto de fadas
Pode não ser
E se não for eu sei que superarei
Porque eu quero não temer estar com alguém
Mas, e se for?

E tudo isso porque comecei a escrever algo pensando em alguém!
E junto da nova possibilidade veio o medo!
O novo sempre vem!
O novo sempre vem!

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Puta

Puta

Gosto assim
Tu manda
Eu obedeço
Tu faz a imagem
Eu escrevo

Puta

Tu gosta assim?
Pode bater
Eu deixo
Boto a bunda pro alto
E remexo

Puta

Sei que gosta assim!
Teu pau em minha boca
Até o fim
E o jato da tua porra
Escorrendo todo em mim

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Um amor maior que o mundo

-- Você está confortável em ter voltado a falar com ele?
-- Tranquila.
-- Mas não sente mais nada mesmo?

Boa pergunta. Sobre sentir ou não algo.
Não estou apaixonada por ninguém e nesse contexto é natural que ainda me lembre da última paixão. Mas eu não sinto falta de tudo que implicava ela. Foi essa a minha resposta, uma forma reduzida de traduzir meus pensamentos. Amor que vive solitário é fadado a morrer de desgosto. Não perpetua. Não se reproduz. É só, e sendo só é infeliz. Como sentir falta de algo que há muito não era recíproco?
Entende? Parece confuso!
Sentir algo tão dual: o sim e o não. Sentir falta do ser amado idealizado, mas não sentir falta do que na realidade deixou de ser amor.
O desafio da amizade é difícil. Satisfaz, de certa forma, a saudade, mas não deixa de ser também ciúme. Mas vindo de mim isso é natural! Sinto ciúmes de meus amigos quanto mais de alguém que recentemente amei tanto.
Algo mudou. E isso já é grande coisa. Gosto muito de mim para desperdiçar amor com quem não me ama! Aprendi isso!
E sabe, tou aberta a novas paixões!
Quero algo que transborde até me afogar!
Quero amar e ser amada, porque de uma coisa eu tenho certeza: sobre  relacionamento amoroso eu mereço um amor maior que o mundo!

domingo, 17 de setembro de 2017

As paixões estão em falta. E isso é uma pena. Pois até a dor da paixão é mais interessante do que o nada para escrever. Se bem que coloquei para mim que sobre certas dores melhor deixar para trás. Escrever mais do mesmo também não tem graça. Ou talvez seja eu hoje que estou muito sem graça. Que sujeito chato sou eu que não acho nada engraçado!

Sentir falta (texto de Ana Coutinho)

SENTIR FALTA [Ana Coutinho]
Sentir falta, ao contrário do que dizem por aí, é diferente, muitíssimo diferente, de sentir saudades. Ah, sentir saudades... Sentir saudades é grandioso. Dor enorme que rasga por dentro dias seguidos, horas intermináveis, tempo infinito.
Sentir falta não. Sentir falta é pontual. Sentir falta é dor fina, dor de beliscão com unha, dor de anestesia de dentista. Sentir falta é mais específico. Sente-se falta do carinho antes de dormir, da implicância com o controle remoto, sente-se falta do jeito boboca que ele tinha de andar, se balançando todo. Sentir falta é mais egoísta, quase que material. Sentir falta do café dele, da bagunça dele, dos discos dele, do chinelo dele, sempre ali, jogado displicentemente na beira da cama. Sentir falta da camiseta velha dele que você podia usar... Ai, que falta faz essa camiseta... Sentir falta é pequeno, mas não menos doloroso. 
Ou não dói uma unha encravada? Ou não dói um bife que a manicure tira? Ah, dói... e como. Talvez até mais que a dor da saudade. 
A dor da saudade é grande. É infecção generalizada. É uma gripe daquelas, uma dengue hemorrágica, uma pneumonia. A saudade não te deixa respirar. Não te permite trabalhar, te faz faltar o ar. É dor das grandes que te derruba de tal forma que, de repente, por mais que esteja sol, faz um frio de rachar na sua casa e você pode jurar que nunca - nunca - sairá de novo de dentro do seu edredon, porque suas forças acabaram ali, naquele instante, e não há mais nenhum fiapo de vontade, sequer para amarar um tênis. Isso é saudade. 
Saudade não é sempre de uma coisa específica. Pode até ser, mas normalmente saudade é plural. Saudades é dos dois. Saudades é de você mesma, com os olhos brilhando. Saudades do frio na barriga, saudades do começo, saudades da praia, saudades daquela festa ridícula, saudades dos foras que vocês davam juntos, dos preparativos para aquela viagem, saudades daquela viagem e da alegria de estar lá. Da expectativa de ir pra lá, da ansiedade, da enorme felicidade e graça, que só vocês conheceram...
Saudades de coisas efêmeras, saudades de fumaça que não se pega, não se toca e, talvez, nem tenha acontecido de fato. 
Por isso, saudade pode ser inventada - falta não. Saudade é contínua, falta é curta. Saudade é pó, falta é pedra. Saudade é soco no estômago, falta é puxão de cabelo.
Falta é daquilo que não está ali, e que deveria estar. É a dor da cozinha intocada, da luz apagada, do controle remoto só seu. A falta está na rotina, nas pequenas coisas concretas do dia a dia. Ela é pontual, mas pode aparecer todos os dias. E todos os dias você sentirá a dor fina da picada de uma abelha quando notar, por exemplo, que o banheiro está arrumadíssimo e a pia ficou grande para os seus poucos perfumes. Lá está a dor da falta vindo de repente, tal qual um ladrão que te furta a bolsa... Ela vem e, como uma unha encravada, não te impede de trabalhar, de viver, até de se divertir. Mas avisa que está lá, latejando dentro do sapato bonito.
Você pode até ter se curado das saudades, mas, talvez, um dia, quando o chuveiro queimar, você vai sentir uma falta enorme dele, e de todas as soluções simples que ele tinha para problemas tão complexos como esse...
Talvez uma se cure antes da outra, talvez nenhuma das duas tenha cura. Ambas, no entanto, te trazem a sensação da angústia. Ambas acontecem apenas quando o objeto da saudade ou da falta, parece estar ali, na beirada da sua vida. Ambas te fazem esticar o braço com força, com toda a sua força, o máximo que pode, para alcançar aquilo que já não está mais ali, que é sombra, é marca d'água de powerpoint, e é por isso que dói.
Talvez essas duas dores só sumam de fato quando ele sair da beirada. Quando o desenho do rosto dele não for mais tão nítido na sua memória, quando o som da voz dele não for mais tão claro em teus ouvidos. A saudade e a falta, de formas diferentes, com dores distintas, clamam por aquilo que mais se teme. A única solução possível é a mais temida, e serve para as duas: o esquecimento.

(Ps, eu, Iole, sinto tantas faltas e tantas saudades que afogo-me em melancolias)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Cólica, sono, cansaço, dor de cabeça, desestímulo.
Tá foda. Tá muito foda.
Quero fugir.
Quero desistir.
Quero dormir 48 horas seguidas.

Sobre querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo

Estou com muitas dúvidas. Não sei o que fazer. Sei que do jeito que está não tá dando. Eu não tou bem. Eu não tou feliz. E ainda por cima vem a tpm para desgraçar tudo de vez! É muita coisa. Muita. E eu não tou conseguindo dar conta. Não consigo dormir direito. Não consigo concluir nada. Qual o momento de desistir? Do quê desistir? Ou melhor, será que devo desistir? Não sei que decisão tomar. É como se eu esperasse um sinal, mas não vem nenhum! Qual ajuda preciso para saber o que fazer?

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Da certeza à dúvida

A gente não escolhe de quem gostar, mas podemos escolher de quem não gostar. É um caminho difícil, parar de pensar, parar de se importar, parar. Isso é uma decisão sensata. Vai aos poucos, aos poucos, e vai, uma hora vai. Aquela hora que a gente sente falta de algo, mas esse algo não existe mais. Ok. Só precisa ser preenchido. E só precisa ter calma. Quem sabe aparece esse algo que não só preencha, mas que transborde! Enquanto isso fica aquela sensação chata de saber que não existe o quê nem o por quê querer uma lembrança, de saber que não é isso, porque isso nem sequer completa. Acho que às vezes fico confusa com meus próprios sentimentos. É que eles realmente estão confusos. Mas isso é um bom sinal! Pois as ideias já não são mais tão certas e antes eu sofria pela certeza infeliz delas! Da certeza à dúvida. Da dúvida ao nada. Seguimos em rumo.

sábado, 9 de setembro de 2017

Sobre as fotos

Leonina leonina
Vaidosa
Exibida
Mas as fotos estão lindas!
Da delicada à escancarada!
Lindas!
Tenho vontade de sair enviando para todo mundo!!
Ô ilusão!
No final nem tenho a quem mandar...
Vou ficar me admirando só, então.
Até porque, cá entre nós, só me resta concordar com a legenda dada:
"Bucetinha linda"

Das velhas tristezas

"Tenha calma, ainda vai acontecer pra você". Sabe quando vai acontecer para mim? Nunca. E eu já sei disso há tempos, só teimo em não enxergar. Porque querer um relacionamento legal é tão importante para mim? Tenho um filho, tenho trabalho. Nada deveria mais ser importante. E eu sou muito idiota de ainda sonhar com isso.
Tou triste.
Talvez seja tpm.
Talvez seja autoconsciência.
Tou triste. E tudo que escrevo apago. Acho que eu deveria tentar dormir.

Menos eu

Sabe o que é o pior de ser uma pessoa desinteressante? É que todo carinha que eu paquerar vai se interessar por qualquer pessoa que me rodei menos eu! Se interessam por minhas colegas de trabalho e até mesmo por meu amigo que divide ap comigo. Menos por mim. Menos por mim. Sempre menos por mim. Sempre.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Brilho eterno

O fato d'eu não querer mais nada com uma pessoa não exclue o fato d'eu ainda me sentir magoada. Queria não ser assim. Mas não sei ver lembranças e não me sentir triste com algumas delas! Lembranças de Guaramiranga acabam se associando à lembrança dele dizendo a outras garotas que tinha viajado só. Isso ainda dói. E nem deveria, né? Deveria ser só agradecimento por ter acabado. Tentei apagar fotos, tentei apagar marcações, mas não posso apagar recordações. Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Se envolver com alguém é difícil. Como se não houvesse esperança para tal. Nada surge. Nada vai dar certo. Mas gente, que loucura de pensamentos! Cansei de ser triste, só isso! Quero conhecer gente nova, sair, viajar! Quero imaginar que o boy do Rio vai aparecer mesmo por aqui! Quero transbordar!!! E que isso não se transforme em medo! Afinal de contas o que foi pedo ontem poderá ser sal hoje!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

A amante

Eu atraio homens que estão dentro de relacionamentos. Sempre foi assim. E acho isso um saco. Me magoava o olhar feio das mulheres. Principalmente porque, na maioria das vezes, eu não estava fazendo nada. Sempre vi meu pai traindo minha mãe. Sempre tive medo disso acontecer comigo. E aconteceu, algumas vezes. E dói. Então eu resolvi dar o foda-se e me envolver com quem quisesse. Não me senti mais feliz com isso. Na verdade me sentia mal toda vez que via fotos da família, ou me encontrava com eles. Como pude me transformar no que eu não gostava? E como eu odeio me sentir amante! Não quis mais. Quis fazer tudo correto. Só que o passado rodeia, faz sombras, e nessas sombras habitam monstros. "Parabéns pela vitória no campeonato!" "Obrigado! Vamos comemorar?". Talvez eu nem devesse ter parabenizado. Mas é uma pessoa que quero bem. Gostava tanto do sexo e mais ainda da conversa, sintonia. Isso era real. Mas puxa, ele é o tal babaca escroto com a mulher e eu tava sendo a escrota que não me colocava no lugar dela. Não quero isso. Ia ser muito bom. Ia. Se não fosse toda a carga negativa que carrega. É uma pena.

 
Se acaso me quiseres.... Design by Exotic Mommie. Illustraion By DaPino