domingo, 16 de novembro de 2014

Ah, o amor...

A gente quer amar
e eu só quero um fino.
Mentira
quero amar também
só não sei se acredito no amor
as pessoas não querem umas às outras, ou talvez não saibam cultivar esse querer.
Eu te quero
mas é falso
só quer comer
Você é linda
mas é falso, só quer te comer.
E assim vão as coisas
uns querendo comer os outros
Por uma sensação que quase qualquer masturbação pode conseguir
Orgasmos
Transando eu raramente tenho orgasmos!!
Não quero orgasmos vazios que posso ter com um chuveirinho
então se tu vens em minha casa e diz que quer algo comigo, mas demonstra apenas querer transar. Então não quero nada contigo
Se tu cria estórias, dizendo que quer algo sério com alguém, mas não sabe reconhecer quando esse algo pode surgir. Então não quero nada contigo.
Aliás, posso até querer, até porque tem muito sexo que a gente faz só por fazer. Sem sensações boas, muito menos orgasmos.
Mas é demais querer amor?
E eu ando seguindo nessa dicotomia
Amor, não amor
Porque acho o amor impossível para mim
Já chorava eu, nos braços de Felipe, me questionando porque as coisas não aconteciam para mim
Felipe morreu, há quatro anos, e eu continuo aqui, com as mesmas dúvidas de uma década atrás…

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Uma utopia chamada amor

O medo de ficar só e o quão desesperada pareço por mendigar a atenção do outro.
Sim, sou quase especialista nessas duas artes.
Parece falta de amor próprio, e realmente deve ser, ficar mendigando a atenção de alguém. Tou ficando cada vez mais carente com o passar dos anos. Mas é que me sinto cada vez mais sozinha. Hoje, sem meu filho, sem ninguém, me sinto a pessoa mais sozinha do mundo. E o mundo facilmente se torna uma bosta. Fico querendo conversar, puxar papo, sei lá, mas me sinto desesperada. Se a pessoa em questão quisesse falar comigo ela falaria. Não tenho bons históricos dessas minhas tentativas. Geralmente pareço chata e carente. Deve ser por isso que levo umas ignoradas, umas viradas de cara, umas visualizações sem respostas. E por quê, mesmo com tudo isso, eu continuo querendo falar com algumas pessoas? Sabe, tou cansada de ser tratada como uma mera diversão a ser requisitada nos momentos de ócio. Porque o amor, beibe, pode existir, mas ele se afasta de mim toda vez que penso estar perto dele. E não falo do meu filho, nem dos meus pais, não, não sobre esse tipo de amor. Falo do se sentir só em relação a um companheiro. Por quê as coisas não acontecem comigo? Lembro dos meus choros a 12, 13 anos atrás, e eram os mesmos choros. Passa o tempo e continua a mesma merda. Eu não sei conquistar um relacionamento. Eu não sei fazer as coisas virarem amor e essa utopia não acontece comigo. Me sinto ficando velha, carente e só. E mesmo aquela pessoa, que eu tanto gostei, e que me ignorou, hoje quando diz sentir algo por mim eu já não acredito mais. É carência, apenas, não é querer. Eu sou chata? Eu sou desinteressante? Eu queria não ser! Eu queria ser uma pessoa muito bacana, mas não consigo me encontrar nesses termos. Falta confiança. Se não confia em ti mesmo, quem vai? Mas os carinhas só querem sexo, sabe, e eu sou burra o suficiente para ainda gostar de alguns deles. Sou carente, durmo abraçada com meu filho, quando ele não está durmo nos braços de leozinho (nosso leãozão de pelúcia). Estar em casa só, agora, está me fazendo um mal danado. Tudo que eu não chorei nesses dias estou chorando agora. Me sinto burra, chata, desinteressante, feia. Me sinto apenas um pedaço de carne que o animal homem quer para comer, mas joga fora o resto. O resto não serve. Estou com medo porque estou cansada. Cansada de ser tudo igual. Quero viver a ilusão do amor, mas nem isso mais consigo. O que fazer de nós quando até em nossas utopias deixamos de acreditar?

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Sobre pensamentos

Hoje pela manhã tomei banho pensando que devo começar a pensar positivo, a me dar regras boas, vai dar certo, você pode, você é capaz. E durante meu banho isso foi lindo e real. E eu realmente acreditei que esse é um começo.
Mas aí o dia passa, com coisas boas, coisas ruins, enfim, um dia normal.
E eu chego em casa, madrugada, cansada e me sinto novamente a pessoa mais desinteressante do mundo! Gorda, de peito caído, sem saber conversar, chata, maçante, medíocre. E como dói essa última palavra: medíocre.
Desde pequenos nossos pais nos criam para que sejamos grandes. O problema é quando você percebe que não cresceu, que está lá, perdido num mundo estranho, com gente esquisita (eu não tou legal...). Porque a pior forma de não se crescer é a mental.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Esperas

Ficar esperando alguém que disse que viria. Não, não é a primeira vez, e provavelmente não vai ser a última. E na realidade, as coisas vão deixando de incomodar demais e vão só incomodando, até que um dia não incomodarão mais. Não sei se quero esperar esse dia. Pensando bem, acho melhor não. Porque no dia em que eu deixar de me incomodar com uma espera que não chega, a graça da esperança decerto já estará perdida.

Anotações 6

09/2014

Obrigada pelo namorinho, pelo carinho
Pelo chamego
Pela calma e pela alma
Do nosso jeito, você me faz bem
Jeito nosso, entre segredos e sussuros
E urros
Um bem danado que só!

Anotações 4

13/09/2014

Será que constantemente eu vou sentir depressão?
Chega uma hora que cansa. Parece que a angústia não para nunca. Esse nó no peito. Essa sensação de inadequação. Eu queria ser normal. As pessoas normais me parecem felizes. Parecem despreocupadas. Parecem confiantes. Confiança. Acreditar nas coisas, acreditar em si mesmo.
O grande problema de quem não tem depressão é menosprezar o que o outro sente.
E às vezes realmente pode não ser nada, para quem observa. Mas é justamente esse o grande problema da depressão. A perda da capacidade de se encaixar, de ser feliz, de acreditar em si. E não adianta ninguém dizer que você tem uma vida perfeita. Se me dizem: sofre por quê, se você tem tudo? Aí eu sofro ainda mais, porque eu não consigo enxergar esse tudo ou me sentir merecedora dele.

Anotações 3

15/09/2014

Confesso que eu me torturo, olho fotos que não deveria olhar, vasculho o que não deveria vasculhar, relembro o que era para ser esquecido.
Não sei o por quê dessa minha loucura. Não era mais fácil simplesmente esquecer e tentar ser feliz? É como se eu tentasse ser feliz me torturando. Estranho. Eu sou estranha.  

Anotações 2

14/09/2015

Às vezes, se olho uma foto minha, como espectro imparcial, acho até que sou feliz...
Pura ilusão
Toda imagem é construída
Mas nem sempre é o que você é.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Anotações 1

Por mais que às vezes eu me sinta mal e queira desistir de tudo, estou aprendendo algo que não sabia fazer: aprendendo a ter metas. Nem que a dor dure tempo suficiente para achá-la insuportável, todas as raivas internas e angústias, todas as inseguranças. Esse tempo dura tempo suficiente para se cumprir uma meta.
Estou muita cansada.
Mas vou ter um foco, que nunca antes tive.
Um ano, talvez.
Foco
Que se não der certo agora, um dia dará.
Só fazer valer acontecer.
Então não se desespere, iole, seja forte.
Todos dizem que me acham uma mulher forte. Será que minha máscara engana tanto assim? Quem me conhece de verdade sabe que sou frágil, quase desmoronando em castelo de cristal.

Anotações 5

Vou falar um pouco de mim, tentar dessa maneira entender meus sentimentos. Nunca fui de relacionamentos. Nem com amigos, nem com namorados. Poucas pessoas. Acho que sou meio autista. Ou medrosa demais. A verdade é que tive poucos relacionamentos sérios e muitos relacionamentos divertidos (e alguns engraçados e outros tenebrosos). Meu primeiro grande relacionamento foi um relacionamento informal. Felipe. Perdi a virgindade com Felipe, apesar de já ter fama de quem dava muito antes de realmente dar. Eu já era maior de idade. Já fumava maconha. Felipe me apresentou muitas coisas. Me apresentou o sexo, a amizade antes, durante e depois do sexo. Mas sim, no começo ele tinha namorada. Uma vez lembro do carro ter parado num sinal e ter um casal amigo dela no carro ao lado. E depois a estória, confirmada pela irmã/cunhada/amiga cúmplice da história. Ele havia ido me pegar para eu poder passar a noite com a ela! Mas sim, como eu ia falando, meu relacionamento com ele durou anos éramos a gente, amigos especiais, coloridos, ou como se diz hoje em dia, pau amigo. Mas não era pau amigo, era um amigo com pau. Um puta amigo, conselheiro, que um dia nos olhamos e dissemos: “Vamos ser mais amigos realmente?”. Depois de 05 anos havíamos cansado do sexo sempre, mas não da amizade. E eu vim pro Ceará. Nos falávamos, e-mails, vez ou outra um telefonema (na época não havia infinity da tim). E quando eu precisei dele, quando veio o pedido dele para que eu voltasse, ele morreu. Simplesmente morreu. Mas foda-se, quero e sou egoísta, ele pode ter deixado o mundo, mas para mim o que importa é que ele me deixou, para sempre.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Eu e minhas eternas inseguranças

Uma pessoa confusa, num mar de opções, fica nadando sozinha evitando decepções.
Li, curti e compartilhei.
É tão difícil assim estar com alguém?
Eu não sei o que acontece comigo.
Segundo a minha mãe, eu, numa vida passada, me chamava Manuelita, ou Miguelina, e magoei muito um homem, então até hoje ele me persegue, por isso eu não tenho tanta sorte com relacionamentos.
Bem, não sei.
Na realidade eu me sinto muito insegura. Como se eu não tivesse acertando nas coisas. Quando estou nas minhas crises mais melancólicas essa tristeza se expande a tudo. Me sinto feia, incompetente, burra.
Bem, não estou nos meus dias mais depressivos.
Mas estou numa fase de reformulação de muitas coisas.
Envolvimento?
Eu pensava: mas eu trabalho, estudo, tenho um filho. Que hora eu teria para me envolver com alguém?
Mas sabe, eu gostei de dormir e acordar com alguém. Eu gosto. Sinto falta do carinho, do companheirismo.
Sexo é fácil.
Sexo é muito fácil.
Mas eu quero mais que isso.
Quero alguém para abraçar, fazer carinho (adoro fazer carinho).
Quero alguém que faça carinho em mim.
Quero alguém para ligar e contar as coisas boas. E alguém para que eu possa simplesmente ficar triste ao lado.
Por quê as coisas têm que ser tão difíceis?
Daí surge alguém legal e eu penso que com essa pessoa pode dar certo. Mas meu negativismo vai e volta me dizendo: Iole, não se ilude, vai ser como sempre foi, como sempre é. Ele não vai querer nada contigo. Só sexo.
Como sempre.
As pessoas acham que ter determinada beleza é a oitava maravilha do mundo. Mas é aí que descobrimos o quão desinteressante podemos ser.
Quando só resta você de verdade...
Seus monstros...
Seus medos...
Quando só resto eu.

sábado, 17 de maio de 2014

Carinho

Quando virarmos novos-autômatos, tudo se resolverá com o contato casual. Uma sociedade como Admirável Mundo Novo. Aí nos perguntaremos, o que é carinho? Sentiremos falta dele?
Eu me isolo em minha concha, numa falsa proteção, sentindo-me, despreocupadamente, segura. Numa carapaça quebradiça. Linda. Frágil.

Olhar estranho
Carinho
Falta
Sexo, orgasmo
Falta
Carinho
Acordar

“Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Desabafo #1

É muito ruim quando pegamos antipatia por uma pessoa. Ocorre um desânimo geral só da presença dela.
Eu queria, nessas horas, ser menos amarga, mais relaxada. Mas não sou.
Antipatia define.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Vontade de liberdade

De tempos em tempos sinto uma vontade loca de meter uma mochila nas costas e sair por aí. Acho até que essa vontade está sempre aqui e costuma se camuflar em cotidianeidades.
Ar, arei, mar, verde, verde, muito verde, plantas, cachoeiras, água, vento, natureza... e liberdade.
Que tipo de liberdade anseio? O que é, enfim, liberdade?
Ainda que tardia?
Igualdade e fraternidade?
Parece-me um ideal utópico enquanto plenitude. Eu não sei se sei ser livre ou o que isso realmente significa.
Mas é exatamente essa incógnita que eu queria sentir!
Natureza, natureza, natureza!
Vamos viver de sol e água, meu bem! Podíamos até fazer fotossíntese!
A velha rotina do casa, comida, criança e passarinho...
Às vezes basta virar uma rua diferente para se quebrar a rotina. Às vezes precisa-se de mais.
Eu preciso.
Preciso desconstruir tempos, lugares e verdades  quase concretas

Pequenas gotas reverberam a onda pelo lago que se movimenta. Será chuva, ou mergulho de uma pessoa?
Plim
Plim
Plim
 
Se acaso me quiseres.... Design by Exotic Mommie. Illustraion By DaPino