quinta-feira, 22 de junho de 2017

Calma, calma. Difícil pensar assim. Logo eu, que já me jogo! Mas o problema é que é tão lindo! O presente, o carinho e o cuidado. A besteira de perguntar no barbeiro se eu gostei do que o senhor fez, pois isso é o que importa. O se importar! O me ver chateada com algo e me empoderar! A conversa, o colo, o sexo! Merda, merda, merda! E eu disse que não iria me apaixonar e estou aqui, tremendo de desejo e de medo ao mesmo tempo! Mas é só para dizer que eu gosto (muito) de me aninhar nos seus braços. Que eu também me sinto bem em sua companhia, como voce falou que se sente na minha. E que eu tenho medo de você se afastar porque eu grudo, quero estar perto, e deixo claro isso! Porque me sinto feliz em acordar com um bom dia, mesmo que por whatsapp. E eu disse que não ia me apaixonar. Eu disse isso a mim!! E cá estou eu, boba, querendo que isso seja tudo verdade!

sábado, 17 de junho de 2017

Confusiamentos confusos de confusões confusionadas.
Eu e meus eus.
Tudo e nada.
Todos e um.


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Oh lá um problema, massa, vou desviar! Tá vindo, tá chegando, ooopa, e pah, lá vou eu caindo de cara no problema.
De boas, eu tenho problemas.
Hoje acordei com saudades tremendas. Meu peito chega faz reviravoltas. Lembro do meu avô trazendo pastel, ou sonho, ou o acarajé da esquina, eu gostava mais de pastel, de vento, e ele sabia. Lembro de ter lido uma crônica em que contava a história do pai que todo dia levava sonhos para casa, a filha, já enjoada, jogava na privada, mas não contava a ele. E eu sentia isso, sentia que um dia enjoaria do que meu avô trazia, mas eu não diria. Ontem gastei todo dinheiro que tinha na bolsa comprando sushi. Meu filho tinha reclamado na noite anterior que na casa do pai tinham comprado sushi, mas não compraram o que ele gostava. Eu estava meio longe de casa, horário de pico de trânsito, ia pegar um ônibus, pensei em voltar andando ou pegar um ônibus mais adiante, passei por um lugar que vendia sushi, comprei tudo que pude, voltei andando, feliz! Sentia, talvez, o que meu avô sentia, o senti. E acordei com o peito tremendo de saudade...

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Estranho é querer conversar com uma pessoa e não poder mais. Falar uma besteira que seja! Querer contar aquela fofocas, rs! Não falar sobre relacionamento, não é isso. É querer falar sobre algo que só teria sentido falar com quem soubesse do caso, e essa pessoa era a única que sabia. Sensação de fofoca inacabada!

domingo, 4 de junho de 2017

É bom começar a gostar de novo de alguém, eu fico assim, com um sorriso bobo do tamanho do mundo! Sorriso que se mistura com lágrimas, mas são lágrimas boas! E minha ansiedade que não se controla, começo a imaginar nos dois deitados, rindo, conversando, um parque, uma praia... Calma, calma, calma! Não sei onde isso vai dar, ou se, por acaso, vai sair do meu campo imaginário, nada disso sei. Só sei que estou encantada, pela conversa, pela sintonia, pela sincronia!

domingo, 21 de maio de 2017

Resolvo fazer algo nesse domingo de compromissos cancelados. Daí percebo que não tenho nem cinco contatinhos, isso contando os contatinhos de outros estados. Falaram que eu deveria usar o Tinder. Mas não sei, não gosto da ideia. É muito catálogo, menu de restaurante. E não é isso que quero.
“Você viu essa postagem de L? Será que ela falava de P?”
“Não a tenho no face.”
“Te mostrar.”
“Nossa. Será?”
“Não parece.”
Algo sobre odiar ele ir embora, mas adorar a bundinha dele.
E segue-se mais um trecho do circo que escutei outras vezes, de não confiar nela.
Mas não era isso! Isso era apenas um engodo!
Ele comentou a postagem. Ela respondeu. E começou uma conversa entre os dois, uma intimidade impressionante para pessoas que mal se conheciam.
Mas o mais interessante é que quando ele me mostrou o post não havia mais essa conversa. Ela já havia sido apagada.
E eu nem desconfiei de nada.
Segundo a própria L ele era sempre tão afetuoso com ela nos abraços e beijos...
E eu nem desconfiei de nada.
Aplausos para a pessoa mais perspicaz que conheço: eu!
E sim, fui irônica.
Sabe que nem deveria doer tanto, né? Afinal era mais uma entre as outras. Nenhuma novidade.  Dói é querer me afastar e ainda descobrir coisas assim! Dói porque parece que a vida ainda chega e grita ‘tola’ para mim!
Mesmo assim, já que não dá para ter um brilho eterno de uma mente sem lembrança, agradeço, agradeço por, pelo menos, não ter mais a sua companhia.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Um dia para acordar. Acabou o rivotril. Um dia para pegar essa angústia que insiste em aparecer e ir, com ela ou sem ela, mas ir. Acabou o rivotril. Tenho que pegar esse coração que parece que vai saltar do peito e colocá-lo sentadinho, apreciando a paisagem. Ter que líder com a realidade que me afronta, confronta. Não deve ser em pedaços de um comprimido que eu encontre paz. Mesmo que toda essa soma me faça feliz. Mas, não é assim? Criamos nossos refúgios, nossas curas e permanências, em comprimidos, igrejas, amores. Um eterno ciclo de adoecer e se curar.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Minhas paixonites e meus platonismos às vezes me cansam. Eu olho fotos, imagino a pessoa, crio situações imaginárias. Tenho que parar de construir castelos onde não existe! Então meu imediatismo diz: “Chama”! Minha timidez desiste. O que dizer? Como falar? Como ser interessante? E se, e se, e ses! Algumas paixonites com mais forças que outras. Algumas pelas quais eu estaria disposta e ficar mais. Quero mais permanências. Quero mais desejos! Quero mais entregas! Quero tudo e pouco sei fazer. A eterna garotinha que Cassia Eller cantava.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Não seria de bom grado dizer que pensei em ti e enviar uma foto assim, mostrando em meus dedos o tipo de pensamento. Não, não seria de bom grado. Mas talvez, entre nós, soasse apenas como uma provocação para nossos desejos. Beibe, beibe, é tesão, apenas tesão.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Eu me encanto por você toda vez que você se vai Não pelas vezes que vem, pois são todas elas imprevisíveis Me encanto com seu sorriso que adorna um olhar triste E me sinto bem Um bem estranho, não confessado Um bem que nem sei direito o que é Mas que cabe na eternidade de sua efêmera passagem

sábado, 29 de abril de 2017

Você tá grávida? Segunda pessoa que me pergunta isso essa semana! Mas não, não estou. Ah, sei lá. Menstruação pouca, cólica, enjôo. Tem como não, mulher. Bem, com meu filho eu menstruei até o quarto mês. Relaxe, não tou sentindo outras características de gravidez! Pois é... #NeurosesEParanoias

domingo, 23 de abril de 2017

Se for para fazer joguinho então não venha. Sai recentemente de um relacionamento onde eu gostava pra caralho, onde eu amava, que eu queria ficar por uma eternidade junta, que eu pensava em ter outro filho (e nos meus sonhos era uma menina), um relacionamento onde somente eu acreditei que era um noivado. Ninguém acreditava. Todos sabiam. Só eu achava que era de verdade. E isso dói. Então, se for para jogar, eu não tou dentro, eu não quero. Não quero seu elogio em um dia para no dia seguinte nem me notar. Não quero um beijo de canto de boca para depois virar um talvez, um não, um quem sabe. Eu não mereço isso. Quero coisas legais, quero certezas, nem que a certeza seja só sexo, mas certezas. Não preciso de mais imprecisões, não preciso de mais nada que seja confuso. Quero ficar bem, só isso. Sozinha, com alguém, com todos. Mas bem.

sábado, 22 de abril de 2017

TPM é uma coisinha muito chata. Do nada começo a chorar coisas de oito anos atrás. É que parece que vou revivendo tristezas, negações. Tpm deve ativar alguma área do cérebro referente à baixa auto-estima e às lembranças desagradáveis. O meu relacionamento com o pai do meu filho estava uma merda. A gente já não conversava, não se entendia mais. Depois de anos fui perceber isso, mas na época não, eu ainda acreditava que as coisas poderiam melhorar. Então um dia, estava eu sentada na cozinha, quando ele vem do quarto e a gente começava a conversar amigavelmente. No meio da conversa ele diz que tinha comprado uma aliança para me dar. Na hora pensei em tanta coisa boa, que as coisas iam se ajeitar, que eu ia usar uma aliança, é besteira, eu sei! Mas ia significar algo, não sei, eu só tava feliz! Então ele olhou para mim, riu e falou algo assim: "Só que eu joguei fora. Não ia valer a pena. Você achou mesmo que eu ia te dar uma aliança?". Então ele riu novamente, virou-se e saiu de casa. Escrever faz bem por causa disso, escrever atuar, colocar nossas mágoas pra fora, que assim elas viram histórias, e só.
 
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