terça-feira, 20 de janeiro de 2026

luzes na janela de um quarto limpo

Há algo agradável numa luz refletida num quarto recém limpo.
Quando eu era criança gostava de observar as janelas das casas e me perguntar como seria lá dentro, as cores das paredes, os móveis, se havia quadros ou não, quem sabe uma flor na mesa da sala. Eu olhava de binóculo da janela do quarto do meu avô. E me sentia íntima de todos aqueles lares que meu olhar alcançava. 
Quando criança gostava também dos playgrounds dos prédios. Ficava me imaginando explorando aqueles lugares. Às vezes nem eram playgrounds realmente, mas uma pequena área que fosse já ativava minha imaginação! 
E, ainda hoje, me pego, às vezes, olhando janelas distantes.

quando as borboletas voltam a voar

Eu não procurava o amor, pelo contrário, eu fugia dele. Ao fugir desse imagináveis amores eu fugia também da possibilidade de poder tê-los.
Minhas borboletas voltaram a voar, percebi isso pelo sorriso que abri quando vi sua mensagem. Não sei pra onde essas borboletas vão, nem se lá se demorarão, não sei de nada, nem sobre nada quero conjecturar. Só quero viver esse sorriso, só quero viver essa sorte, até o momento em que ela findar!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

meu pedaço de sorte

É tão bom paquerar, né?!
E há tempos eu não paquerava. Ninguém me interessava. Mas ontem foi como uma mágica, um golpe de sorte! Foi divertido e leve! 
Antes de sair de casa eu tive uma crise de ansiedade, deu sono, deu vontade de desistir. Mas tinha algo dentro de mim dizendo pr'eu ir. Vai! E eu fui! E tava tudo normal, meio chato, tentando disfarçar os problemas, foi quando eu o vi e sua presença me iluminou, me resgatou!
Meu pedaço de sorte!

sábado, 22 de novembro de 2025

(não) falar o dito

As palavras que não são ditas morrem esmagadas
Engasgadas
Atropeladas 
Perdidas entre o dizer e o não dizer
O dito e o não dito
Quando criança lembro de um livro que falava que o silêncio (às vezes) é a melhor resposta
Mas quantas vezes esse silêncio nos sufoca?
Na ânsia de não falar a alguém o que nos magoa acabamos magoados
E a vontade de revidar o dito se confunde com a distância de -apenas- não dizer
Mas talvez porque já não haja mais palavras mesmo 
Só uma caminhada silenciosa

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Sem saco
Sem vontade
Prostrada
Cansada
Sem ânimo 
Fria
Sem perspectiva
Apagada

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Eu queria aninhar meu olhar no teu. Mas como seria isso possível? Eu nem sequer sei te olhar! Talvez o que eu ache intransponível em outra pessoa seja o que é intransponível em mim. Talvez eu crie barreiras que não sei falar. Talvez eu me amedronte com seu olhar. Não é um talvez. É um medo de não saber ser. Um medo de não conseguir ser. 

domingo, 28 de setembro de 2025

algo que me faça sentir

Numa noite de réveillon desejei não sentir mais falta de estar com alguém e depois fiquei sem saber se tinha me expressado bem. Eu nem sequer sabia se era isso que queria. Estava cansada de desejar um amor romântico em minha vida. Nunca deu certo. Acho que algumas pessoas nascem predestinadas a não ser um par. Nesse caminho aprendi a criar e respeitar um outro tipo de amor: o próprio. E nesse meu autoconhecimento tive que aprender a ser só. A ser mais exigente. A não ter que achar que tenho que estar com alguém. Talvez eu tenha errado na dose, ou talvez tenha sido culpa das palavras que queimei no réveillon, ou quem sabe até sintomas precoces de uma menopausa. Algo quebrou pra mim. Não sei em que caminho o amor passou que eu não o vi. Hoje as pessoas me parecem cada vez menos interessantes. Bem, as pessoas são interessantes, não é isso. Só não mexem o suficiente com minhas borboletas, as que nem sei mais se residem no meu estômago. As pessoas acham que as outras só estão bonitas ou felizes se fizeram sexo. Eu acho uma maneira muito reducionista de pensar a vida. Sexo por sexo pra mim é performance, e eu já performo muitos momentos da minha vida. Não vou jurar que não quero nada nem ninguém, pois se assim fizesse estaria mentindo. Eu quero. Quero algo que me faça rir, me arrepie, me encorage. Eu quero algo que me faça sentir. 

sábado, 30 de agosto de 2025

Nos meus devaneios me apaixono por você todos os dias
Mas como seria possível assim não o ser
Gosto do seu jeito sério, fechado, poucos amigos
E gosto mais ainda de como você dá risada quando estamos juntos
E tantos anos se passam pra tudo continuar assim
Queria que você gostasse de mim do mesmo jeito 
Eu não te entendo
E, às vezes, penso que você não me suporta
Porque você faz tanto pra fugir de mim
Não entendo por quê ainda gosto de você 

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

querer nem sempre ido

Eu foderia com você quantas vezes fosse querido
Porque gosto da sua pele, do seu sorriso
E nessa rima pobre declaro meu corpo
Minha mente
Meu não-sentido
Declaro como manifesto oficial do meu desejo
Meu tremor
Meu estampido
E na ânsia do que não pode ser entendido
Tão quanto quando podido
Rumo ao desconhecido
Declaro assim todo meu arroubo deveras escondido

segunda-feira, 21 de julho de 2025

olhar perdido

Eu gosto de olhares viajantes, talvez porque o meu também, às vezes, seja
Gosto de olhares perdidos, porque neles existem um brilho que em olhares comuns eu não vejo
Nesses olhares perdidos vejo vidas e me encanto por cada uma delas
Como se nos seus sonhos eu pudesse morar
Ah, como eu gosto de um olhar
Como num caderno de disparate, numa infância/adolescência vivida  que perguntava "o que você gosta?" e eu nem sabia responder
Gosto de um olhar perdido mais ainda do que posso gostar de você 


quarta-feira, 25 de junho de 2025

quero viajar

Quero viajar
Uma pousada legal
Beira do mar brisa entrando pela janela
Um beck
Um drink
Um livro
Quero um lugar tranquilo, sem farra, festa ou confusão 
Queria um amor pra ir comigo, mas essa parte sei que é só ilusão 

poesia sobre te desejar

Queria que nos desejássemos como nos desejamos quando nos almoçamos e nos jantamos. Queria que nosso gozo fosse unido em um só sussurro/gemido. Queria que esse grito fosse exaurido de cansaços (em seus braços). Queria te devorar como sopa de letrinhas. Te sentir como acorde construído num experimento sem sentido. 

sonhei que me apaixonava

Sonhei que me apaixonava
E como era linda essa paixão 
Pena que era somente sonho
Sinto falta de me apaixonar
De gostar muito de alguém 
De ser correspondida
Sinto falta de dormir abraçada 
De acordar emaranhada
De sorrir junto
Sinto vontade de uma viagem a dois
Dum desprendimento do mundo

Não sei dizer se essas coisas já passaram seu tempo pra mim
Não sei nem dizer se devo desistir



sábado, 21 de junho de 2025

quero viajar

Quero viajar
Uma pousada legal
Beira do mar brisa entrando pela janela
Um beck
Um drink
Um livro
Quero um lugar tranquilo, sem farra, festa ou confusão 
Queria um amor pra ir comigo, mas essa parte sei que é só ilusão 

sábado, 14 de junho de 2025

poesia sobre te desejar

Queria que nos desejássemos como nos desejamos quando nos almoçamos e nos jantamos. Queria que nosso gozo fosse unido em um só sussurro/gemido. Queria que esse grito fosse exaurido de cansaços (em seus braços). Queria te devorar como sopa de letrinhas. Te sentir como acorde construído num experimento sem sentido. 
 
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